13 de mai de 2014

Como será o futuro, hem?

         Eu gosto de conversar com as pessoas, gosto de prestar a atenção no que pensam e no que acreditam. Penso que conhecendo as opiniões alheias, conhecerei as minhas próprias -- as verdadeiras--. Assim, analisando e revendo meus conceitos.
         De há um tempo para cá tenho percebido o quanto as pessoas tem deixado de preocupar-se com o sentimento do próximo, cada vez mais machucando umas às outras sem um pingo de remorso. Nem mesmo o amor, um sentimento tão sublime, tão maravilhoso, que deveria fazer o ser humano pensar no sofrimento do outro, está sendo capaz de mudar isso.
        Fico triste, preocupada. Como será no futuro? Cada um por si? Guerras infundadas e selvageria na briga de quem tem mais razão, de quem "sofre" mais? 
       Essa coisa toda está se espalhando como um vírus, a humanidade se perdeu tentando se encontrar, perderam o rumo, a direção. Perderam a fé. Falam em Cristo apontando os defeitos alheios, com arrogância.
       Tenho consciência da minha revolta, conheço minhas imperfeições e sei que não sou isenta de sentir raiva ou de ser egoísta, mas sei também que nada vai justificar o meu modo de agir. Eu sou o que sou porque assim eu sou e não pela atitude do outro em relação a mim. Estou tentando mudar isso, não é nada fácil, pois mudar isso é reconhecer que erro, e reconhecer que minha opinião é apenas minha opinião e nada mais.
        Hoje em dia o que mais se vê na internet, na TV ou em qualquer mídia que seja, pequenos conselhos que, aparentemente, parecem "lindinhos", ótimos para seguir, mas sua torpeza é estrondosa. Há um texto que roda na internet que é mais ou menos assim: "...ninguém veste meus calçados, ninguém sabe o que passo, ninguém me conhece...", enfim, é um texto que fala sobre "ninguém pode me julgar, porque ninguém sabe pelo o que eu passo". Esse texto que de uma certa forma fala de não julgar as pessoas --o que não deixa de estar certo, pois não devemos julgar ninguém-- esconde nas suas entrelinhas um tom egoísta e uma autopiedade sem igual. É um texto que leva o ser a pensar que seus erros e suas atitudes impensadas tem justificativa, teve motivos para acontecer. Em outras palavras: "errei porque erram comigo primeiro". 
       Hoje em dia está assim, "ou está comigo ou está contra mim". É uma pena, pois toda vez que o ser não compactuar com as atitudes radicais de alguém, ele ganhará um inimigo.
       Caramba! É tão simples ser feliz, basta deixar de ser o coitado da história, basta entender que são as próprias atitudes que transforma o ser no que ele é. O nosso sofrimento é causado por nós mesmos e não pelos outros, é o nosso egoísmo, a nossa vaidade, o nosso orgulho que nos faz sofrer. E é a nossa falta de amor ao próximo e a nossa falta de perdão que nos faz sofrer e não o defeito dos outros. E o que machuca a todos é o desejo de vingança que cada ser traz escondido dentro si.
       O dia que o ser humano entender tudo isso, as pessoas vão parar de machucar umas as outras e vão entender que o bem é sempre o melhor caminho. E que amar verdadeiramente, sem condições cura a alma.

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