29 de mai de 2017

Quem somos?

         De repente, um dia a pessoa acorda e percebe que nada do que acredita faz sentido algum. Temos nossos princípios, nossa conduta e opiniões, mas tudo deixa de existir quando questionamos a real razão de estarmos aqui, levando em consideração o fato de que essas coisas são de cada um e devem ser respeitadas por todos. O que leva as pessoas a se amarem e/ou a se odiarem não é exatamente isso, princípios, conduta e opiniões? Querer que nos aceitem como somos não é uma falta de respeito com os outros seres discordantes?
          O mundo encontra-se tomado de egoísmo, intolerância, crueldade, raiva entre tantos outros sentimentos destruidores do ser humano, Mas de onde vem tudo isso, como um indivíduo se torna egoísta, por exemplo? É para se pensar! 


                                                                            Elisângela Paiva

18 de mai de 2015

A felicidade...

           

    A felicidade, as vezes, está tão próximo, tão óbvio, que chega a passar insignificante. Estamos tão focados na dor, no sofrimento que não damos um tempo para admirar aquilo que, sublimemente, Deus criou. O esplendor de um magnifico por do Sol, por exemplo.
    Procuramos a felicidade nas outras pessoas quando, na verdade, ela está dentro de nós. Se não podermos dar o que há de melhor em nós, jamais conseguiremos receber o que há de melhor nas outras pessoas.


                Elisangela Paiva




Está aí uma das minhas artes. O crochê já faz parte de mim e a pintura estou ainda aprendendo. Acredito que estou no caminho certo.

13 de fev de 2015

Eita vida...

            As pessoas passam a vida tentando encontrar a felicidade. Que felicidade?
            Não sei se morri para a vida ou descobrir o caminho da felicidade, só sei que nada mais me chateia. Quando descobri que eu não preciso ficar tentando mudar a opinião de ninguém, que basta que me ausente (essa coisa de compatibilidade), me tornei mais feliz.
            Na verdade, quando parei de me importar com a atitude alheia, essa coisa de querer mudar o mundo, tudo mudou para melhor. Isso não significa que mudei minhas opiniões -em algumas questões-, apenas que a opinião dos outros não me incomoda mais.
            Sabe, durante um tempo eu me irritava porque me diziam que gostar de Legião é coisa de drogado, afinal de contas, eu não sou nenhuma drogada, mas se fosse? E daí? Sei lá! Percebi que não me tornaria uma drogada porque pessoas pensam que gostar de Legião é coisa de drogado. Então, o que fazer, provar que não é verdade isso? Claro que não. Continuo curtido Legião e sendo muito feliz. Afinal, os incomodados que se retirem, rsrsrsrsr.
             Sou espírita, pelo menos tento ser porque isso não é uma coisa fácil. Seguir uma Doutrina que te diz o que tu precisa ouvir, que te diz de forma firme e ao mesmo tempo com amor "tu é o culpado dos teus revés, plantaste, agora colha" é árduo no princípio. Depois de muita autorreflexão, autorreconhecimento, aprendemos e até nos acostumamos com as consequências. Acho que para mim a pior parte foi admitir meu egoísmo, meu orgulho e arrogância, foi entender o verdadeiro sentido da humildade.
            Naturalmente, sou espírita então creio em Deus. Mas não nesse "deus" colocado pelos homens, que castiga, que julga, porque esse contradiz o livre-arbítrio, o processo da reencarnação e a lógica do "planta, colhe". Aliás, essa parte de plantar e colher me é bem interessante. Por exemplo: sou fumante há mais ou menos vinte anos, daqui a pouco descubro que desenvolvi um câncer no pulmão e vou ficar revoltada porque me julgo uma pessoa boa e não merecia uma doença dessas?! Caramba! Durante vinte anos, fumando vinte, trinta cigarros por dia, queria o que?
             Mas voltando ao assunto de Deus, creio que Ele nos ama, que quer que O amemos e tudo mais, mas acredito que sem interferir em nossas escolhas. Nossas dores nada tem a ver com castigos de Deus, mas com decisões mal escolhidas. Acho que Ele fica lá, esperando que reconhecemos nossos erros e aprendemos com eles, até o dia que aprenderemos todas as lições e não mais erraremos e então nos arrependeremos e voltaremos para Ele -tipo "filho pródigo".
             Então, chega desse assunto. Vamos voltar para a felicidade. Penso que a felicidade está ligada a forma como nos comportamos em relação às outras pessoas, quanto mais negativo nosso sentimento em relação aos outros, menos felizes somos; quanto mais positivo, mais feliz. Simples assim. Acho que passamos muito tempo querendo que as pessoas nos compreendam, nos respeitem e assim acabamos por exigir dos outros algo que não temos para dar e isso causa infelicidade. O mundo é cheio de regras inúteis que não servem para nada e desde que minhas escolhas não machuquem ninguém, eu faço minhas próprias regras.
             Eu sou feliz porque sou feliz. Nasci, cresci, fui errando e aprendendo, mas não que "devo valorizar somente quem me valoriza também", aprendendo que não só é "meu amigo de verdade aquele que está sempre ao meu lado" ou coisa assim. Explico agora: aprendi que tenho que controlar minha raiva, aprendi que na maioria das vezes um gesto de amor vale mais que tudo, que minha arrogância, meu egoísmo ou até minha autopiedade machucam as pessoas, aprendi que não há motivos para desespero, tudo passa, aprendi que o respeito, a tolerância e a compreensão tem que partir de mim para os outros e não ao contrário, pois aprendi que não posso cobrar de ninguém aquilo que não tenho para dar. E isso me fez e faz feliz, feliz!

14 de jul de 2014

1        


          Já passava das nove horas, Eva abriu os olhos e  tentou ouvir algo, mas o silêncio era ensurdecedor . Levantou-se e, lentamente, andou pela casa. De repente, aquela solidão tão rotineira a qual ela estava tão habituada e até gostava, feriu-lhe a alma. Atirou-se no sofá que comprara de segunda mão e ali permaneceu por horas, olhar perdido e pensamentos confusos. Recordou-se de um sonho que teve noite passada, aliás, recordou-se de todos os sonhos que teve a vida inteira e que se perderam pelo caminho. A solidão que lhe fazia companhia todos os dias, pela primeira vez, a fez pensar: "Quem sou eu agora?", pensou também em quem foi. Mas isso não importa mais, ali estava e não havia como retroceder.
        Sacudiu a cabeça como se querendo espantar os maus pensamentos e lembrou que tinha que alimentar os cães e que seu marido e filhos chegariam ao final da tarde e tudo deveria estar em ordem. De alguma maneira lhe fazia bem pensar nisso, sentia-se útil e necessária. Assim, na companhia de sua amiga solidão, espantou a preguiça e seguiu sua rotina diária de boa mãe e boa esposa. Mas por algum motivo não conseguia parar de pensar no que havia sentido naquela manhã. Pensou em conversar com alguém, mas não era pessoa de muitos amigos, não para esse tipo de conversa. Sentiu então, saudade de sua avó que agora morava no céu, que sempre tinha um bom conselho para dar e que vivia falando "ditados", como ela mesmo intitulava suas frases. -Minha avozinha amada...- Pensou Eva, sorrindo.
           Eva, pessoa de aparência despreocupada, de bom coração, sempre pronta a ajudar quem fosse, amava os filhos e o marido de tal forma que isso era suficiente para deixá-la feliz, mas vivia agora um conflito interior, quase uma crise de identidade que ela tentava inutilmente afastar de seus pensamentos. Nunca parava para pensar no futuro e nem era pessoa de remoer o passado, vivia o presente como tinha que ser. Boa observadora, dificilmente algo lhe passava desapercebido e sempre tinha uma opinião sobre os acontecimentos, mas quando o assunto tornou-se sua própria vida, Eva não sabia o que fazer.

13 de mai de 2014

Como será o futuro, hem?

         Eu gosto de conversar com as pessoas, gosto de prestar a atenção no que pensam e no que acreditam. Penso que conhecendo as opiniões alheias, conhecerei as minhas próprias -- as verdadeiras--. Assim, analisando e revendo meus conceitos.
         De há um tempo para cá tenho percebido o quanto as pessoas tem deixado de preocupar-se com o sentimento do próximo, cada vez mais machucando umas às outras sem um pingo de remorso. Nem mesmo o amor, um sentimento tão sublime, tão maravilhoso, que deveria fazer o ser humano pensar no sofrimento do outro, está sendo capaz de mudar isso.
        Fico triste, preocupada. Como será no futuro? Cada um por si? Guerras infundadas e selvageria na briga de quem tem mais razão, de quem "sofre" mais? 
       Essa coisa toda está se espalhando como um vírus, a humanidade se perdeu tentando se encontrar, perderam o rumo, a direção. Perderam a fé. Falam em Cristo apontando os defeitos alheios, com arrogância.
       Tenho consciência da minha revolta, conheço minhas imperfeições e sei que não sou isenta de sentir raiva ou de ser egoísta, mas sei também que nada vai justificar o meu modo de agir. Eu sou o que sou porque assim eu sou e não pela atitude do outro em relação a mim. Estou tentando mudar isso, não é nada fácil, pois mudar isso é reconhecer que erro, e reconhecer que minha opinião é apenas minha opinião e nada mais.
        Hoje em dia o que mais se vê na internet, na TV ou em qualquer mídia que seja, pequenos conselhos que, aparentemente, parecem "lindinhos", ótimos para seguir, mas sua torpeza é estrondosa. Há um texto que roda na internet que é mais ou menos assim: "...ninguém veste meus calçados, ninguém sabe o que passo, ninguém me conhece...", enfim, é um texto que fala sobre "ninguém pode me julgar, porque ninguém sabe pelo o que eu passo". Esse texto que de uma certa forma fala de não julgar as pessoas --o que não deixa de estar certo, pois não devemos julgar ninguém-- esconde nas suas entrelinhas um tom egoísta e uma autopiedade sem igual. É um texto que leva o ser a pensar que seus erros e suas atitudes impensadas tem justificativa, teve motivos para acontecer. Em outras palavras: "errei porque erram comigo primeiro". 
       Hoje em dia está assim, "ou está comigo ou está contra mim". É uma pena, pois toda vez que o ser não compactuar com as atitudes radicais de alguém, ele ganhará um inimigo.
       Caramba! É tão simples ser feliz, basta deixar de ser o coitado da história, basta entender que são as próprias atitudes que transforma o ser no que ele é. O nosso sofrimento é causado por nós mesmos e não pelos outros, é o nosso egoísmo, a nossa vaidade, o nosso orgulho que nos faz sofrer. E é a nossa falta de amor ao próximo e a nossa falta de perdão que nos faz sofrer e não o defeito dos outros. E o que machuca a todos é o desejo de vingança que cada ser traz escondido dentro si.
       O dia que o ser humano entender tudo isso, as pessoas vão parar de machucar umas as outras e vão entender que o bem é sempre o melhor caminho. E que amar verdadeiramente, sem condições cura a alma.

VOCÊ É QUEM ESCOLHE --- A lei multiplicará---

Quanto mais egoísmo: mais aviltamento;
Quanto mais inércia: mais preguiça;
Quanto mais vaidade: mais aflição;
Quanto mais ódio; mais violência;
Quanto mais ciúmes: mais desespero;
Quanto mais vícios: mais loucuras;
Quanto mais delinquência: mais remorso;
 Quanto mais erro: mais reajuste;
Quanto mais desequilíbrio: mais sofrimento;
Quanto mais trabalho: mais progresso;
Quanto mais vontade: mais simpatia;
Quanto mais humildade: mais bençãos;
Quanto mais bondade: mais triunfo;
Quanto mais serviço: mais auxilio;
Quanto mais perdão: mais respeito;
 Quanto mais AMOR: mais LUZ.